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Musicoterapia: o poder do som

Veja como a musicoterapia pode ajudar os idosos a terem uma vida melhor, contribuindo para uma vida mais saudável

Na semana passada, nas nossas Dicas Cuidar que você pode ler aqui, nós conversamos sobre o auxílio da música no tratamento de doenças neurodegenerativas como o Alzheimer. No entanto, você sabe como funciona os tratamentos com a utilização da música?

Primeiramente, é inegável que o som é a primeira forma de contato com o exterior. Esta é uma verdade tão indiscutível, que vários estudos mostram que, nós, enquanto fetos, conseguimos identificar a voz de nossos pais, familiares e até identificar ambientes externos diferentes. A partir deste ponto, todos os sons desde agradáveis até os mais estranhos, ficam em nossas memórias para todo o sempre. Alguns traumas inclusive podem ser associados aos sons que escutamos. Estamos falando de um poderoso sentido que evolui com o passar do tempo: a nossa audição. E justamente por tudo isso, que o assunto de hoje é a musicoterapia e como ela pode ajudar um indivíduo a ter uma vida mais feliz e plena.

Música como linguagem universal

Se o que tudo que ouvimos são sons, o que então seria a música? Segundo o dicionário Aurélio, música é a “combinação harmoniosa e expressiva dos sons”, ou seja, quando a combinação dos sons de alguma forma, faz sentido, podemos considerar este agrupamento como uma música. E de fato, a música é considerada como o principal meio de comunicação e expressão universal, já que esta independe de época ou de cultura e em qualquer situação, provoca no ser humano algum tipo de reação.

Justamente, por causar esta reação no ser humano, que podem inclusive ser reações fisiológicas, é que os tratamentos com a utilização dos sons e da música podem ser extremamente eficaz. Esta afirmação se torna verdadeira, quando paramos para observar que nossos antepassados utilizavam da música, para combater doenças, já que estes acreditavam que as doenças estavam relacionadas a espíritos malignos e que apenas através da religião (que incluía as músicas) os espíritos malignos iriam embora e assim curariam as pessoas.

Mas o que realmente é a musicoterapia?

Musicoterapia, pode ser definida como a utilização dos elementos musicais (som, ritmo, melodia e harmonia), com fins terapêuticos, onde o profissional – o musicoterapeuta – utiliza dos sons com cada paciente de forma individual ou em grupo, a partir de um processo estruturado, visando facilitar e promover a comunicação, o relacionamento, a musicoterapiaorganização (mental, física, emocional) entre outros, com o objetivo de desenvolver ou recuperar funções do indivíduo, atuando principalmente na função cognitiva (memória, raciocínio entre outros). Sendo assim, a musicoterapia auxilia, na promoção do bem-estar do indivíduo, alívio de dores, para a reabilitação física entre outros.

E quem são estes profissionais e como eles fazem?

O profissional de musicoterapia é aquele formado na área ou pós-graduado na área. É extremamente importante ressaltar que em sua formação, além das próprias matérias específicas, como Musicoterapia Aplicada e Técnicas da Musicoterapia, estes profissionais também estudam: Anatomia, Neuroanatomia, Psicologia, Psicopatologia, Filosofia, Sociologia, Expressão Corporal, Percepção Musical, entre outras, sendo este um profissional que sabe e conhece o corpo humano, assim como o psicológico humano. Este profissional, saberá quais exercícios são os mais importantes para que o paciente, consiga alcançar o máximo dos resultados que esta terapia pode lhe oferecer.

Para isso, o profissional de musicoterapia, após avaliar a condição do paciente, coloca para o funcionário músicas e ou áudios terapêuticos (baseando-se nas necessidades previamente avaliadas) utilizando a improvisação musical, criação de melódia e letra, imagens associadas a música, técnicas de escuta e aprendizagem que vem através da música.

Para os idosos, tem um efeito ainda mais importante


saude do idosoA musicoterapia para idosos, tem uma função importantíssima, já que está atua justamente no cognitivo das pessoas. É importante lembrar que, a medida que a idade avança, a saúde começa a se tornar mais frágil assim como o próprio psicológico, pois, medos e frustrações podem se tornar ainda maiores. E é neste ponto que a musicoterapia auxilia, pois, além estimular a criatividade, fortalece a identidade e a autoestima. E com isso, idosos que possuem sintomas de estresse, problemas emocionais, doenças de Alzheimer ou qualquer outra condição relacionada ao envelhecimento, assim como lesões cerebrais e dores agudas ou crônicas, quando realizada as atividades corretamente, conseguem obter uma melhor qualidade de vida.

 

Atuação nos cuidados paliativos

Se você ainda não leu, ou não conhece os que são os cuidados paliativos, é muito importante que você leia este texto clicando aqui, e entenda mais sobre este assunto, pois, quando se trata de cuidados paliativos, a musicoterapia ela atua justamente proporcionando conforto, além de estimular as boas memórias, atuando como fonte de entretenimento e mesmo neste momento, atuando fortemente na criatividade do paciente.

Além disso, já existem estudos que mostram que a música atua de forma muito intensa no psicológico das pessoas, possibilitando que muitas as dores consigam ser reprimidas, pois age de forma competitiva com a dor e assim proporciona alivio.

Ficou interessado e quer saber mais sobre o tema? Entre em contato conosco e vamos conversar mais sobre este assunto.

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